sábado, 17 de novembro de 2007
Cultura Audiovisual nas Escolas – um sonho frustrado
Anísio Teixeira no início da década de 70 demonstrava esperança quanto as contribuições dos recursos audiovisuais na educação, a exemplo do video-cassete, observe como ele apresenta essa, na época, nova tecnologia:
Agora mesmo anuncia-se para os meados já iniciados de 1970 a entrada no mercado de algo como televisão por assinatura, paga como pagamos o telefone, e cujo programa adquirimos como adquirimos o disco para a vitrola ou gramofone. É o cartridge vídeo, ou cassete, que vai nos transformar o aparelho de televisão em um projetor e uma tela para programas de nossa escolha, a ser ligada em qualquer momento, unida à nossa casa por um fio como o telefone. Não só projetará o programa, como o poderá parar, ou repetir a passagem que queiramos melhor observar, ou estudar. Espera-se que seja um nôvo choque cultural como o do rádio e como o da televisão, para informação, diversão, ou publicidade. Essa terceira onda ou vaga cultural está chegando e é fácil imaginar suas conseqüências: vai mudar o statu quo na televisão, no cinema, no teatro, na música, no jornalismo, na edição de livros, na indústria da comunicacão e da diversão, e em nossos hábitos, nossas atitudes, nossos gostos e nossas desejos de educação e cultura. (TEIXEIRA, 1970)
No entanto, o video-cassete chegou, se tornou obsoleto, substituido pelo DVD player e o seu potencial não foi inteiramente explorado na escola, instância fundamental na implantação da cultura tecno-científica, devido a não adesão pelos professores. Na maioria do caso essa falta de adesão foi proveniente da falta de formação dos professores para o uso dídático das TIC. Pois, uma nova tecnologia exige um tempo para o processo de formação e aplicação e muitas vezes incorre-se no erro de disponibilizar as tecnologias e não planejar uma formação adequada ao uso e implantação.
Referência: TEIXEIRA, Anísio. Cultura e tecnologia. Rio de Janeiro: FGV/Instituto de Documentação, 1971. Disponível em http://www.prossiga.br/anisioteixeira/fran/artigos/cultetec.html . Acesso em 17.11.07.
Agora mesmo anuncia-se para os meados já iniciados de 1970 a entrada no mercado de algo como televisão por assinatura, paga como pagamos o telefone, e cujo programa adquirimos como adquirimos o disco para a vitrola ou gramofone. É o cartridge vídeo, ou cassete, que vai nos transformar o aparelho de televisão em um projetor e uma tela para programas de nossa escolha, a ser ligada em qualquer momento, unida à nossa casa por um fio como o telefone. Não só projetará o programa, como o poderá parar, ou repetir a passagem que queiramos melhor observar, ou estudar. Espera-se que seja um nôvo choque cultural como o do rádio e como o da televisão, para informação, diversão, ou publicidade. Essa terceira onda ou vaga cultural está chegando e é fácil imaginar suas conseqüências: vai mudar o statu quo na televisão, no cinema, no teatro, na música, no jornalismo, na edição de livros, na indústria da comunicacão e da diversão, e em nossos hábitos, nossas atitudes, nossos gostos e nossas desejos de educação e cultura. (TEIXEIRA, 1970)
No entanto, o video-cassete chegou, se tornou obsoleto, substituido pelo DVD player e o seu potencial não foi inteiramente explorado na escola, instância fundamental na implantação da cultura tecno-científica, devido a não adesão pelos professores. Na maioria do caso essa falta de adesão foi proveniente da falta de formação dos professores para o uso dídático das TIC. Pois, uma nova tecnologia exige um tempo para o processo de formação e aplicação e muitas vezes incorre-se no erro de disponibilizar as tecnologias e não planejar uma formação adequada ao uso e implantação.
Referência: TEIXEIRA, Anísio. Cultura e tecnologia. Rio de Janeiro: FGV/Instituto de Documentação, 1971. Disponível em http://www.prossiga.br/anisioteixeira/fran/artigos/cultetec.html . Acesso em 17.11.07.
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